O NARIZ ENTUPIU, E AGORA?

Nariz entupido é uma situação muito ruim não é mesmo? Principalmente se você é cantor, ator ou usa a voz profissionalmente. Quando o nariz entope a voz fica entubada, sem a ressonância nasal adequada fazendo com que a voz fique diferente do habitual além de dificultar a respiração e prejudica o paladar. Com o nariz entupido a respiração fica totalmente oral trazendo várias consequências como ressecamento da mucosa, alterações de mastigação, deglutição e voz. Se isso ocorre uma vez ou outra não há prejuízos graves, mas algumas pessoas passam por esse problema continuamente.

O nariz entupido é uma resposta natural do corpo a inflamações, alergias, desvio de septo, pólipos nasais ou hipertrofia de adenoides.

Há no mercado vários remédios que são descongestionantes que quando usados adequadamente e sob prescrição médica podem amenizar ou resolver o problema. Mas esses remédios geralmente são vasoconstritores e trazem dependência por trazer um alívio imediato, mas paulatinamente os efeitos serão mais curtos e o uso será necessário cada vez mais próximo um do outro. O que vemos na prática é que quando uma pessoa apresenta o tamponamento nasal e recorre a esses medicamentos acaba usando em excesso e fica complemente refém do mesmo. O uso contínuo pode trazer lesões na mucosa, taquicardia e hipertensão.

Então o que fazer sem ficar viciado em descongestionante?

Primeiro precisa de um acompanhamento médico de um otorrinolaringologista para diagnosticar qual a origem do entupimento se é algo estrutural, alérgico ou se por hábito.

O tratamento pode ser medicamentoso ou não. Se for um hábito o acompanhamento com Fonoaudiólogo é importante uma vez que precisa treinar a respiração nasal para diminuir os impactos na mastigação, deglutição e voz.

Existem várias técnicas que podem ser usadas para amenizar o problema de nariz entupido e treinamento nasal: nebulização com soro fisiológico, realizar a lavagem nasal, inalação de vapor quente e técnicas orientais como acupuntura, florais, meditação dentre outras.

Fontes:

https://www.portaldoholanda.com.br

http://g1.globo.com/bemestar

https://www.curapelanatureza.com.br

 

 

 

 

Como o cigarro agride as cordas vocais

Cigarro agride as cordas vocais, deixando a voz mais grossa

Os efeitos negativos do cigarro sobre a voz e sobre a saúde da laringe como um todo são inegáveis. O ato de fumar está associado a alterações na qualidade vocal, irritações da laringe, câncer e outras alterações dos tecidos.

Apesar do aumento das políticas públicas que visam combater o tabagismo, o cigarro continua sendo a principal causa de mortes evitáveis em todo o mundo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o cigarro causa seis milhões de mortes no mundo por ano, a maioria em países de baixa e média renda. Além disso, a OMS alerta que, se essa tendência se mantiver, o número de mortes ligadas ao fumo deve aumentar para oito milhões ao ano em 2030 – e 80% desses óbitos deverão acontecer nos países mais pobres.

A fumaça e o alcatrão dos cigarros, charutos e cachimbos ressecam o trato vocal, causando irritação do revestimento mucoso das vias aéreas, indispensável para qualidade vocal.

As pregas ou cordas vocais, quando agredidas pelo calor e os mais de cinco mil tipos de substancias tóxicas advindas do cigarro apresentam depósito de secreção ao longo de toda a extensão, levando ao aparecimento do pigarro.

Isso se deve tanto pela própria fumaça e componentes, como pelo fato das células ciliadas, presentes nas bordas das cordas vocais e importantíssimas para renovação do muco que a recobre, pararem de se movimentar por uma hora a cada cigarro utilizado. Diante desse quadro, a tosse e pigarro frequentes ocorrem em resposta à irritação da mucosa, sendo causados pelos agentes nocivos e pelo calor das substâncias inaladas pelo tabagista.

As cordas vocais funcionam como aparadores de impurezas ao longo da laringe, favorecendo assim a instalação de alterações laríngeas diversas como edemas, pólipos, hiperplasias, displasias e câncer. Se o sistema respiratório estiver comprometido, haverá uma modificação na produção da voz. Alguns fumantes apresentam pregas vocais polipóideas flácidas que resultam em disfonia (voz comprometida) significativa.

Mesmo na ausência da patologia laríngea, os efeitos do fumo sobre a função pulmonar são suficientes para produzir uma ampla alteração na voz.

Há evidências de que fumar cigarros relaciona-se intimamente ao câncer de laringe. A maioria dos indivíduos com carcinoma laríngeo tem história de fumo durante longo tempo de sua vida. Condições pré-cancerosas como leucoplasia e hiperceratose também estão intimamente ligadas ao fumo.


fontes: https://www.minhavida.com.br  & http://g1.globo.com/bemestar/

Exercícios de Dicção

 

Exercitando a Consoante M:

O mameluco melancólico meditava e a megera megalocéfala, macabra e maquiavélica, mastigava mostarda na maloca miasmática. Migalhas minguadas de moagem mitigavam míseras meninas. Moleques magricelas mergulhavam no mucurro, murmurinhando como uma matinada de macacos. A mucama modulando monótonas melodias moía milho e macaxeira para a moqueca e o mungunzá do medonho mercador de mumanamonas.

 

Exercitando a Consoante B:

Bela baiana, boneca de bronze, bailava brejeira um burlesco Bendenguê da Bahia. O barraco do Babalaô borborinha; Babel de baixada, bacanal de bárbaros, bebem, blasfemam, batem, batucam, bamboleiam no bulício de um bestial bambaquerê. Ao som de búzios, berimbau, baco-bacos, badalam, bimbalham, bolem, rebolam e berram: “É o bamba do bambu de bambuê, é o bamba de bambu de bambuá, bambulelê, bambulalá”.

 

Exercitando a Consoante P:

“Parece peta. A Pepa aporta à praça e pede ao Pupo que lhe passe o apito. Pula do palco e, pálida, perpassa por entre um porco, um pato e um periquito. Após, papando, em pé, pudim com passa, depois de paios, pombos e palmitos, precípite, por entre a populaça, passa, picando a ponta de um palito. Peças compostas por um poeta pulha, que a papalvos perplexo empulha, prestando apenas para apanhar os paios…Permuta a Pepa por pastéis, pamonha…Que a Pepa apupe o Pupo e à Popa ponha papas, pipas, pepinos, papagaios!” (Emílio de Menezes)

 

Pedro pediu perdão, padre parou para pensar, Pedro permaneceu parado, padre promoveu Pedro para presidente peruano particular para perambular pelo pântano procurando pintas pontudas particularmente pesadas, Pedro procurou pensando: padre pirado! 

O pinto pia, a pia pinga. Quanto mais
o pinto pia, mais a pia pinga.

Pinga pia, pinto pia. Pinto pia, pia pinga.

 

Perlustrando patética petição produzida pela postulante, prevemos possibilidade para pervencê-la porquanto perecem pressupostos primários permissíveis para propugnar pelo presente pleito pois prejulgamos pugna pretárita perfeitíssima.

 

O peito do pé de Pedro é preto.

Quem disser que o peito do pé de Pedro é preto,

tem o peito do pé mais preto do que o peito do pé de Pedro.

 

O princípio principal do príncipe principiava principalmente no princípio principesco da princesa.

 

Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir. Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porem, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas.
Pálido,porém personalizado, preferiu partir para Portugal
para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los.
Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos
pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente,pois
perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas.
Pisando Paris, permissão para pintar palácios pomposos,
procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza,
precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos,
perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se.
Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder
prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam
pelo pensamento, provocando profundos pesares,
principalmente por pretender partir prontamente para Portugal.
-Povo previdente!
Pensava Pedro Paulo… Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses.
-Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo.
-Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois
pretendo progredir.
Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais,
porém, Papai Procópio partira para Província. Pedindo
provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas.
Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porem, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu:
– Pediste permissão para praticar pintura, porem,
praticando, pintas pior.
Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias?
– Papai, – proferiu Pedro Paulo – pinto porque permitiste,
porem, preferindo,poderei procurar profissão própria
para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal.
Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar,
procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois
pretendia por Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro!
Passando pela ponte precisaram pescar para poderem
prosseguir peregrinando. Primeiro, pegaram peixes pequenos, porem, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus.
Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar
pertinho, para procurar primo Pericles primeiro.
Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito. Poucas palavras proferiram, porem prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porem, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos.
Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios.
Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo, pereceu pintando…
Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois
pretendo parar para pensar… Para parar preciso pensar. Pensei.
Portanto, pronto pararei. 

O prestidigitador prestativo e prestatário está prestes a prestar a prestidigitação prodigiosa e prestigiosa.

 

Exercitando a Consoante F:

Na oficina “Quem com ferro fere com ferro será ferido”, forjam fronte a fronte com fragor, o ferreiro Felisberto Furtado e seu filho Frederico Felizardo. Na fornalha flamejante fulge o fogo com furor; o fole frenético faz fumaça e fagulhas fulgurantes que ofuscam. Afinal ofegante e farto de fazer força, o Felisberto Furtado força o filho fanfarrão a forjar com firmeza e sem fadiga ferraduras, ferrolhos e ferramentas.

Fia, fio a fio , fino fio, frio a frio.

 

Exercitando a Consoante V:

O vento veloz varre a várzea com violência. Verdugo vingativo vergasta vigoroso a vegetação que reveste o vale vulnerável de Vetuverava. Gaivotas aventurosas voavam na voragem em vertiginosas reviravoltas.

 

Exercitando a Consoante T:

O turco tatuado, troncudo e tagarela com o tabuleiro a tiracolo, troca tudo pelo triplo: tecidos, trajes, ternos, túnicas, tapetes, toucas, tetéus, tesouras, talheres, termômetros, torneiras, tigelas, turíbulos, taramelas, tintas, treliças, tamborins, tartarugas, talismãs, e outros.

Tinha tanta tia tantã.
Tinha tanta anta antiga.
Tinha tanta anta que era tia.
Tinha tanta tia que era anta.

O tempo perguntou pro tempo 
quanto tempo o tempo tem 
e o tempo respondeu pro tempo
que o tempo tem tanto tempo
quanto o tempo tem.

O atleta atravessou o Atlântico com o Atlas de atalaia.

O tatuador tatuado tatuou a tatua do tatu. Tatua tatuada enfezada, tatuou o tatu e o tatuador já tatuado!

 

Exercitando a Consoante D:

Dançam depressa, disciplinados e decididos os dez dedos delgados da datilógrafa dinâmica que decifram os documentos do déspota draconiano para o diário de deputado demagogo.

 

Exercitando a Consoante L e N:

Lana, Lina, Lena, e Lola levam Nila e Madalena nas salinas sonolentas para ver a lua em plenilúnio. Leonel leva o animal indócil pela alameda marginal. Calmaria, céu azul, sol fúlgido, libélulas ligeiras voltejam leves sobre lilazes em flor. No laranjal abelhas laboriosas em tumulto coletam o pólen para o delicioso mel de suas colméias. Por que palras pardal pardo? Palro, palro e palrarei, porque sou o pardal pardo palrador d´El Rei. 

Na noite de natal ninguém notou o anão Aniceto nanando a nenenzinha. Louvamos a leveza das lindas alouradas lavadeiras lisboetas na lida de lavar longos lençóis de linho.

Lalá, Lelé e Lili e suas filhas,
Lalalá, Lelelé e Lilili e suas netas
Lalelá, Lelalé e LeLali e suas bisnetas
Lilelá, Lalilé e Lelali e suas tataranetas
Laleli, Lilalé e Lelilá cantavam em coro
LÁLÁLÁLÉLÉLÉLILILI.

 

Exercitando a Consoante S e Z:

Sófocles soluçante ciciou no senado suaves censuras sobre a insensatez de seus filhos insensíveis.
Suave viração do sueste sussurrante sobre sensitivas silenciosas.
Sábios centenários assistiram sem se cansar a sensacional sessão, selecionando seus sessenta discípulos sorteados.
O saci passou assoviando e assustou as moças sensíveis.
A zebra zurrando ziguezagueava, zombando do zoófobo zaranza que zangado zurzia, com zaguncho do suevo.

Cinco oficiais esfomeados passando certo dia por Santos apreçaram salsichas:
Quando custam essas salsichas?
– Seis centavos.
E estas salsichas?
– Cinco centavos.
Quanto custam dez salsichas?
– A seis centavos são sessenta centavos e a cinco centavos são cinqüenta centavos; saibam que são saborosas e substanciais. 

Sob a sombra do cedro centenário o passante solícito descansa sossegado e sonhador.
A brisa silenciosa espalha as essências sutis do sândalo. A estrela cintila no céu imenso. Um pássaro de asas sedosas esvoaça sem destino.

sábia não sabia que o sábio sabia que o sabiá sabia que o sábio não sabia que o sabiá não sabia que a sábia não sabia que o sabiá sabia assobiar

Essa pessoa assobia, enquanto amassa e assa a massa da paçoca de amendoim.

 

Exercitando a Consoante J:

Vejo no jardim japonês gentis jaçanãs, jandeiras jaspadas, jaburus, janotas e juritis gemendo.

Nas jaulas o jaguar girando, javalis selvagens, jararacas e jibóias gigantes.

Girafa gingando com jeito de gente.

Jacarés, jucuruxus e jabotis jejuando.

 

 

Exercitando a Consoante X e CH:

Xaveco do Xavier chegou com o xalavar cheio de peixes. Xaréus, xareletes, xirás, xixarros e xundaraias.

O cheiro do chá da China chilreando na chaleira é chamariz.

Sacha saiu sem saber se Natacha, que Sacha sabia sem senso, saiu na chuva sem seu xale chinês.

 

 

Exercitando a Consoante R:


– Reboque rompeu na Rua Ramalho Ricardo, rolando ribanceira, retardando a recepção requintada.
– O rato roeu a roupa do rei de Roma e da Rainha Regina.
– Vera, Sara e Clara, adquiriram reles restos rotos de revistas remotas.
– O rato, a ratazana e o ratinho roeram as rútilas roupas e rasgaram as ricas rendas da rainha Dona Urraca de Rombarral.
– A serrilha do serrote do carpinteiro range serrando ripa verde.
– Ri o roto esfarrapado, ri o torto atarracado, mas não ri o morto aparvalhado.
– O melro comeu todos os pilritos do pilriteiro.
– A bilroeira bilrou os bilros.

 

A aranha arranha a rã.
A rã arranha a aranha.
Nem a aranha arranha a rã.
Nem a rã arranha a aranha. 

 

Aranha, ararinha, ariranha, aranhinha

Arara paralelo, tiro-liro, plan,plan,plan, tiro-liro, lirulá

A rosa perguntou à rosa qual era a rosa mais rosa. A rosa respondeu para a rosa que a rosa mais rosa era a rosa cor de rosa.

 

Exercitando a Consoante Q e G:

O liqüidificador quadridentado liqüidifica qualquer coisa liqüidificável e quebra as iliqüidificáveis 

A aglomeração na gleba glacial glosava a inglesa glamourosa que glissava com o gladiador glutão.

 

O gato cruel cravou as garras no cangote do camundongo que comia crosta de cará na cumbuca quebrada. O cão que cochilava acordou com o conflito e correu com o gato.

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